Translate

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Bolha imobiliária estourando? Onde?


postado em Artigos | Istoé

link: http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/palestra_mercado_imobiliario
Revista Istoé
04/2013
Por Ricardo Amorim

Desde 2008, quando surgiram os primeiros comentários de bolha imobiliária em vias de estourar no Brasil, tenho analisado evidências históricas e internacionais, refutando até aqui tais alegações e concluindo que, provavelmente, os preços continuariam a subir.

De acordo com a consultoria britânica Knight Frank, entre os 53 países com os maiores mercados imobiliários globais, o Brasil teve em 2012 a maior alta de preços de imóveis residenciais: 13,7% em média. Resolvi atualizar e expandir meus estudos.

Há um ano, usei o consumo anual per capita de cimento como estimativa do grau de aquecimento da atividade no setor imobiliário em momentos de estouro de bolhas em vários países. Hoje, pelas minhas contas, este indicador chegou a 361Kg no Brasil. No ritmo médio de crescimento dos últimos 10 anos, que foi de 5% a.a., em apenas dois anos atingiríamos o nível mais baixo de estouro de bolhas, que é de 400Kg, o que sugeriria cautela. Por outro lado, o nível máximo de consumo de cimento antes bolhas estourarem, em alguns casos passou de 1.600Kg anuais per capita. Para chegar a este patamar, o Brasil levaria mais 80 anos. Por este parâmetro, poderíamos estar entre 2 e 80 anos do estouro de uma bolha. Pouco se conclui.

O segundo indicador importante é o total de crédito imobiliário disponível. Crédito permite que mais gente compre imóveis, aumentando a procura por eles e elevando seus preços. No Brasil, apesar do crescimento dos últimos anos, ele ainda é de apenas 7% do PIB, muito distante dos 50% do PIB que costuma ser o mínimo quando bolhas imobiliárias estouram. Mesmo considerando-se uma expansão ao ritmo dos dois últimos anos, que foi de 1,4% do PIB ao ano, o mais rápido da nossa história, levaríamos mais de 30 anos para chegar a 50% do PIB. Sinal de tranquilidade.

Por fim, como anda a capacidade de pagamento dos brasileiros? Levando em conta preços dos imóveis em relação à renda no mundo, chama a atenção a grande dispersão entre as maiores cidades brasileiras, com algumas entre as mais caras e outras entre as mais baratas.

Das 50 cidades mais caras do planeta, 49 estão em países emergentes, incluindo quatro no Brasil: Brasília (10ª), Rio de Janeiro (25ª), Belo Horizonte (43ª) e Porto Alegre (45ª). Por outro lado, Salvador não está mais entre as 100 mais caras do mundo, Fortaleza é uma das únicas 10 cidades entre as 50 mais baratas do mundo que não estão nos EUA, e Campinas também está entre as 100 mais baratas. Entre os 385 maiores mercados imobiliários globais, a classificação média das 11 cidades brasileiras incluídas foi 124ª, sugerindo que o mercado brasileiro como um todo está um pouco mais caro do que a média, mas distante dos mais caros do planeta. Entre os mercados emergentes, o Brasil está mais barato do que a média.

Outro aspecto favorável é que um menor percentual da renda necessário para pagamento mensal de hipotecas sugere que no Brasil temos melhor capacidade de honrar dívidas.  Além disso, comparando o preço de compra de imóveis com o custo de alugá-lo, constata-se que no Brasil alugueis elevados estimulam compras mais do que no resto do mundo. Por fim, a desvalorização do real barateou os imóveis no Brasil para compradores estrangeiros.

Em resumo, ainda que algumas cidades sugiram mais cautela, para o país como um todo, continuam valendo as conclusões do ano passado. Altas modestas ou manutenção de preços são prováveis na maioria dos casos e o risco de estouro imediato de uma bolha imobiliária nacional ainda é baixo. Se você está na esperança dos preços despencarem para comprar, espere sentado. Segundo Platão, coragem é saber o que não temer.


Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Preço do m² sobre 13,7% em 2013, mais que o dobro da inflação - g1.globo.com

O preço médio anunciado para venda do metro quadrado de apartamentos registrou aumento de 13,7% em 2013, aponta nesta segunda-feira (6) o Índice FipeZap Ampliado, bastante superior àprévia da inflação para o ano passado, que é de 5,85%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de dezembro. A inflação oficial prevista para todo o ano passado é de 5,7%, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central.
Os valores médios do metro quadrado em dezembro ficaram entre R$ 9.937 (Rio de Janeiro) e R$ 3.820 (Vila Velha, no Espírito Santo). Em São Paulo, foi de R$ 7.815, e a média das 16 cidades pesquisadas foi de R$ 7.303.
A menor variação foi registrada em Brasília, onde o preço médio subiu 4,2%.
As demais cidades tiveram aumentos no metro quadrado maiores que os demais preços da economia em 2013, com taxas variando entre 9,5%, em São Bernardo do Campo (ABC Paulista), e 37,3%, em Curitiba – a maior taxa.
A capital paulista encerrou o ano com um aumento de 13,9%, valor menor que o registrado em 2012 (15,8%), enquanto o Rio de Janeiro teve um aumento em 2013 em ritmo praticamente igual ao de 2012 (15,2%, em comparação a 15% no ano anterior).
Alteração do índice
De acordo com a FipeZap, até junho de 2012, apenas sete cidades compunham esse índice. Assim, a comparação com os aumentos dos anos anteriores só pode ser feita nessas cidades. Elas tiveram, em média, aumento de 12,7% em 2013 e de 13,7% em 2012. A desaceleração foi mais pronunciada em São Paulo e no Recife, enquanto que apenas em Fortaleza os preços subiram mais em 2013 que no ano anterior.

Na comparação mensal, o maior aumento foi registrado em Florianópolis (1,9%) e a menor variação ocorreu em Brasília (0,1%).
Seis cidades entre as 16 pesquisadas tiveram variação mensal menor que a inflação esperada para o mês: Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Santo André (ABC Paulista), São Bernardo do Campo e Vila Velha.
O Índice FipeZap Ampliado é desenvolvido em conjunto pela Fipe e pelo portal Zap Imóveis. Ele é calculado pela Fipe e acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios na internet.
Fonte: g1.globo.com

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Imóveis no exterior, tem interesse ?

Atendendo as cidades de:


Miami, Miami Beach, Sunny Isles, Aventura, Hallandale, Sunny Isles e Fort Lauderdale, com toda Assessoria necessária para você fazer um bom negócio no Estado da Flórida, EUA.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mercado Imobiliário de Londrina continua aquecido

Londrina se destaca por causa dos investimentos imobiliários. De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina, Marco Antônio Bacarin, a cidade ocupa a terceira posição do mercado imobiliário, superando em alguns números a capital Porto Alegre, por exemplo. Perdendo apenas Florianópolis e Curitiba. Segundo ele, o preço por metro quadrado considerado baixo na cidade faz com que o INVESTIDOR pode encontrar e isso é o principal fator que contribui para manter o mercado aquecido. O valor de um prédio de alto padrão gira em torno de R$ 3.200,00 a R$ 3.500,00 o metro quadrado.
Especialistas apontam as regiões da região sul como a Gleba Palhano e terrenos em volta do shopping Catuaí como os mais valorizados. Com a aprovação do Plano Diretor (documento que regulariza as leis do município relacionadas a obras) outros locais do município também vão crescer, como a região leste que pode ter novos investimentos comerciais e industriais.